Corrida de touros na Espanha volta após restrições da Covid-19

O evento anual em Pamplona foi cancelado em 2020 e 2021. Grupos de direitos dos animais querem que ele seja banido para sempre. Corrida de touros na Espanha volta após restrições da Covid-19 Milhares de foliões vestindo roupas brancas e lenços vermelhos encheram as ruas de Pamplona, na Espanha, nesta quarta-feira (6), no primeiro festival de corrida de touros de São Firmino desde o início da pandemia da Covid-19. Participante é jogado no ar durante abertura do festival de San Fermin, em Pamplona, na Espanha, no dia 6 de julho de 2022 REUTERS/Juan Medina "Já estive no São Firmino muitas vezes, mas hoje está muito diferente. As pessoas sentiram falta da celebração, estão felizes por estarem com suas famílias, felizes por estarem sem máscaras. Só querem se sentir vivas e aproveitar o sol", disse Michelle Rene, uma turista americana. Pablo Cortes, um turista do Havaí que assistia à abertura do evento, acrescentou que: "A energia é incrível - esta é a maior festa, a melhor coisa que eu já vi na minha vida". Foliões bebem vinho e sangria na abertura do festival de São Firmino, em Pamplona, na Espanha REUTERS/Juan Medina Milhares de pessoas se reúnem para a abertura do festival de São Firmino, em Pamplona, na Espanha REUTERS/Vincent West No festival, com duração de 8 dias, vinho tinto e sangria são distribuídos de graça para os participantes. Muitos bebem e dançam a noite toda. As corridas começam na quinta-feira (7). Touros de luta criados especialmente para o evento perseguem corredores pelas ruas estreitas do bairro velho de Pamplona em um trecho de 800 metros. Nos finais de semana as corridas são mais perigosas, por causa do grande número de participantes. Desde 1910, 16 pessoas morreram nas corridas de touros em Pamplona, sendo a última vítima um homem que foi devorado por um touro em 2009. São 8 corridas no total, geralmente cada uma dura entre três e cinco minutos. Elas terminam quando o animal é encurralado na arena de tourada. Vinho é jogado em cima dos participantes do festival de São Firmino, na Espanha REUTERS/Juan Medina Foliões participam da abertura do festival de São Firmino em Pamplona, na Espanha REUTERS/Juan Medina Crueldade contra os animais Manifestantes vestidos de dinossauros protestam contra a corrida de touros em Pamplona, na Espanha Álvaro Barrientos/AP Manifestantes dos direitos dos animais também se tornaram uma atração em Pamplona. Na véspera do festival deste ano, dezenas de ativistas se vestiram de dinossauros e seguravam cartazes de "Touradas são pré-históricas" enquanto corriam a rota de touros para protestar contra o que eles vêem como crueldade animal, instando os turistas a não participar. Os touros usados nas corridas são mortos por matadores profissionais em touradas todas as tardes no ringue da cidade. “A tourada é o mais longo ritual de execução de touros", disse Chelsea Monroe, membro do PETA, grupo que defende os direitos dos animais. "Eles são apunhalados diversas vezes por 20 minutos até morrerem. Queremos que os turistas saibam que seu dinheiro está apoiando essa indústria cruel." As touradas são protegidas pela constituição espanhola como parte do patrimônio cultural do país. O espetáculo ainda é imensamente popular, embora o movimento contra ele tenha ganhado força. Grupos de direitos dos animais citam dados do Ministério da Cultura dizendo que 90% dos espanhóis não participaram de nenhum evento envolvendo touros em 2014 e 2015, último ano em que foi feita a pesquisa. O festival ficou mundialmente famoso ao ser retratado no romance "O Sol Também se Levanta" de Ernest Hemingway. Antes de ser suspenso na pandemia, a última vez que o evento havia sido cancelado foi durante a Guerra Civil Espanhola na década de 1930. Folião exibe roupa manchada de vinho no festival de São Firmino em Pamplona, na Espanha, em 6 de julho de 2022 REUTERS/Juan Medina Foliões seguram lenços vermelhos na abertura do festival de São Firmino em Pamplona, na Espanha, no dia 6 de julho de 2022 REUTERS/Juan Medina

Corrida de touros na Espanha volta após restrições da Covid-19

O evento anual em Pamplona foi cancelado em 2020 e 2021. Grupos de direitos dos animais querem que ele seja banido para sempre. Corrida de touros na Espanha volta após restrições da Covid-19 Milhares de foliões vestindo roupas brancas e lenços vermelhos encheram as ruas de Pamplona, na Espanha, nesta quarta-feira (6), no primeiro festival de corrida de touros de São Firmino desde o início da pandemia da Covid-19. Participante é jogado no ar durante abertura do festival de San Fermin, em Pamplona, na Espanha, no dia 6 de julho de 2022 REUTERS/Juan Medina "Já estive no São Firmino muitas vezes, mas hoje está muito diferente. As pessoas sentiram falta da celebração, estão felizes por estarem com suas famílias, felizes por estarem sem máscaras. Só querem se sentir vivas e aproveitar o sol", disse Michelle Rene, uma turista americana. Pablo Cortes, um turista do Havaí que assistia à abertura do evento, acrescentou que: "A energia é incrível - esta é a maior festa, a melhor coisa que eu já vi na minha vida". Foliões bebem vinho e sangria na abertura do festival de São Firmino, em Pamplona, na Espanha REUTERS/Juan Medina Milhares de pessoas se reúnem para a abertura do festival de São Firmino, em Pamplona, na Espanha REUTERS/Vincent West No festival, com duração de 8 dias, vinho tinto e sangria são distribuídos de graça para os participantes. Muitos bebem e dançam a noite toda. As corridas começam na quinta-feira (7). Touros de luta criados especialmente para o evento perseguem corredores pelas ruas estreitas do bairro velho de Pamplona em um trecho de 800 metros. Nos finais de semana as corridas são mais perigosas, por causa do grande número de participantes. Desde 1910, 16 pessoas morreram nas corridas de touros em Pamplona, sendo a última vítima um homem que foi devorado por um touro em 2009. São 8 corridas no total, geralmente cada uma dura entre três e cinco minutos. Elas terminam quando o animal é encurralado na arena de tourada. Vinho é jogado em cima dos participantes do festival de São Firmino, na Espanha REUTERS/Juan Medina Foliões participam da abertura do festival de São Firmino em Pamplona, na Espanha REUTERS/Juan Medina Crueldade contra os animais Manifestantes vestidos de dinossauros protestam contra a corrida de touros em Pamplona, na Espanha Álvaro Barrientos/AP Manifestantes dos direitos dos animais também se tornaram uma atração em Pamplona. Na véspera do festival deste ano, dezenas de ativistas se vestiram de dinossauros e seguravam cartazes de "Touradas são pré-históricas" enquanto corriam a rota de touros para protestar contra o que eles vêem como crueldade animal, instando os turistas a não participar. Os touros usados nas corridas são mortos por matadores profissionais em touradas todas as tardes no ringue da cidade. “A tourada é o mais longo ritual de execução de touros", disse Chelsea Monroe, membro do PETA, grupo que defende os direitos dos animais. "Eles são apunhalados diversas vezes por 20 minutos até morrerem. Queremos que os turistas saibam que seu dinheiro está apoiando essa indústria cruel." As touradas são protegidas pela constituição espanhola como parte do patrimônio cultural do país. O espetáculo ainda é imensamente popular, embora o movimento contra ele tenha ganhado força. Grupos de direitos dos animais citam dados do Ministério da Cultura dizendo que 90% dos espanhóis não participaram de nenhum evento envolvendo touros em 2014 e 2015, último ano em que foi feita a pesquisa. O festival ficou mundialmente famoso ao ser retratado no romance "O Sol Também se Levanta" de Ernest Hemingway. Antes de ser suspenso na pandemia, a última vez que o evento havia sido cancelado foi durante a Guerra Civil Espanhola na década de 1930. Folião exibe roupa manchada de vinho no festival de São Firmino em Pamplona, na Espanha, em 6 de julho de 2022 REUTERS/Juan Medina Foliões seguram lenços vermelhos na abertura do festival de São Firmino em Pamplona, na Espanha, no dia 6 de julho de 2022 REUTERS/Juan Medina